Manaus – Perfis nas redes sociais iniciaram uma série de exposições contra alunos de universidades federais e estaduais do Brasil. No Amazonas, alunos são denunciados de serem autodeclarados de cotas destinadas para índios, negros e pardos, mas que na verdade são brancos e de classe média.

O perfil @autodeclaradoam traz publicações com os nomes, fotos, a instituição escolhida, o curso, o ano de ingresso e a modalidade de cota. As publicações expõem também a posição do candidato na vaga.

Com cerca de 35 publicações, o perfil faz a denúncia e satiriza com o movimento que vem acontecendo nas últimas semanas contra o racismo. “Estamos cansados da falta de cuidado nas universidades e de pessoas privilegiadas se aproveitando de cotas. Cota não é esmola. Preparem-se para as exposições”, declarou o perfil em postagem.

Um dos acusados de fraude na vaga do curso de Arquitetura e Urbanismo foi defendido nas redes sociais. “Gente, ele é amigo do meu irmão (eles estudavam juntos). Realmente ele fraudou, mas se sentiu culpado e saiu no ano passado. Sei que isso não justifica, mas enfim”, afirmou a internauta.

Em nota, a Ufam esclareceu que a Universidade parte do pressuposto legal de validade da autodeclaração, quando o candidato assume toda a responsabilidade pela declaração prestada quando da inscrição no Processo Seletivo e no ato da Matrícula Institucional. Dessa forma, havendo incongruência na declaração, ele pode e terá sua matrícula cancelada.

Por fim, a Ufam reiterou o compromisso com a legalidade e a moralidade e quaisquer denúncias devem ser formalizadas para que as medidas cabíveis sejam aplicadas.

Fonte: Amazonas em Tempo