Wilson Júnior e a saga do Arte Sem Fronteiras

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Entrevista Concedida a Augusto Vieira em 20/05/2019

Dançar é ancestral. Desde o mais remoto passado, a arte da dança sempre foi algo fascinante, belo e único. Em tempos modernos, a dança rompeu preconceitos, estabeleceu parâmetros, adquiriu novos formatos e explorou possibilidades; mesclando, adicionando, recriando e finalmente produzindo experimentos fantásticos que vêm abrilhantar as grandes realizações humanas.

O talento não escolhe nacionalidade, nem sexo, nem tempo para acontecer, assim, o site www.ostucumas.com.br tem a honra de apresentar o artista WILSON TAVARES DE SOUZA JUNIOR, mais conhecido como Wilson Jr, que é o idealizador e fundador do INSTITUTO CULTURAL E EDUCACIONAL ARTE SEM FRONTEIRAS, que é um grupo de dança de grande sucesso e expressão em Manaus.

SOBRE WILSON JR

Wilson Jr é natural de Manaus-Amazonas. Formado em dança pela universidade do Estado do Amazonas, com vivências em várias academias no Brasil: Vera Passos- CE , Deborah Cocker- RJ e Cenarium- Florianópolis.

Filho do Sr. Wilson Tavares e da Dona Dalva Machado, Wilson Jr, que recebeu o nome do pai, sempre foi um aluno com médias ótimas, mas era muito preso em casa, pois assim era a criação de seus pais. A sua única diversão era ver TV e escutar música. Já adolescente, tentou seguir o caminho da música, mas as dificuldades foram muito grandes, apesar de existir aptidão. Mas como já havia uma vivência com a dança, resolveu seguir esse caminho, mesmo sabendo que, na época, não tinha coordenação corporal alguma.

SURGE A DANÇA COMO OPÇÃO

A paixão pela dança surgiu quando o artista ainda era criança, meio que por brincadeira. Seus pais o levavam para bailes de carnaval e outras atividades artísticas. Tudo o que o menino frequentava estava sempre ligado à arte, em especial à dança.

Devido ao convívio com suas primas que sempre iam para sua casa realizar “batalhas de dança” como divertidamente chamavam os momentos de competição de dança que resolviam fazer para animar o seu dia, o menino foi se familiarizando com os movimentos e com a estética do ato de dançar. Eram momentos muito bons e dançavam de tudo. Apesar desses prazerosos momentos de aprendizagem seu sonho, na realidade não era a dança, apesar de gostar muito. Seu sonho era ser jogador de basquete nos Estados Unidos, pois amava a MBA e quase não perdia uma oportunidade de assistir a um grande jogo da liga. Sempre tive amor pela dança, mas não era a prioridade na época. Da mesma forma, em seus momentos de reclusão forçada em casa ficava horas assistindo algo que lhe chamava muito atenção que era a luta livre americana. O Basquete e a luta livre, pois, eram os seus sonhos. E sonhava praticar esses esportes.

De repente tudo mudou na vida do artista e Wilson passa a ver a dança como uma grande possibilidade. Seu maior ídolo passa a ser então Mikhail Baryshnikov, o bailarino russo mundialmente famoso –“Na atualidade gosto de pessoas marcantes como Leandro Netto de Fortaleza, Monique Paes de São Paulo e personalidades como Lorenzo Homem e o teatrólogo Luciano amarelo de Portugal”, afirma Wilson.

COMO SURGIU O GRUPO ARTE SEM FRONTEIRAS

Então, tudo estava dando certo. Wilson fez cursos e capacitações, tantas que seu currículo daria para encadernar em um livreto. Tudo ia bem e seu futuro já apontava para algo muito bom, mas surgiu uma inquietação em seu coração. Naquela época (meados do ano 2000) tudo estava muito centralizado no Cláudio Santoro, nas formações mais técnicas. Mas nas minhas caminhadas pelos bairros de Manaus Wilson encontrou grandes talentos que poderiam ser lapidados – a arte da dança certamente agradece essa percepção – juntou-se a essa percepção o seu encanto pelas questões sociais, que sempre foi algo muito presente em sua vida e passou a reunir pessoas de várias faixas etárias para ensinar a dançar. Logos seus alunos também estavam ensinando e se transformaram em seus companheiros de projeto.

Wilson descobriu-se um líder nato, estando sempre a frente de tudo, organizando e contribuindo com as pessoas. 

“Minha mãe sempre dizia que amar o próximo é ajudar, assistir e contribuir diretamente com ele, assim eu fazia sempre com muito carinho e cuidado. E sempre foi um grande prazer realizar o trabalho de ensinar uma arte”.

O Projeto Arte sem Fronteiras começou numa escola pública chamada Ruy Alencar. Ali Wilson encarou pela primeira vez o desafio de ministrar oficinas de dança para entretenimento, porém como já tinha um excelente conteúdo técnico logo começou a “produzir”.

“Comecei a fazer coisas que nem eu mesmo sabia que tinha aptidão”.

 A personalidade tranquila e introspectiva do artista o ajudou a enfrentar as maiores dificuldades do início. Não foi fácil encarar uma turma de 50 alunos. Mas, logo foi tomando gosto pelo ensino. Na verdade, foi extremamente gratificante transmitir o que sabia, pois nas oficinas se sentia um super-herói, uma pessoa diferente, útil e importante para a sociedade. E sempre com muito amor e carinho, todas as experiências ruins que teve serviram de aprendizado para formar aquilo que idealizava ser bom.

“Acredito que o Arte Sem Fronteiras é a melhor parte de mim”.

O PROJETO CRESCE

Wilson Jr. Passou a dirigir, coreografar e formar o grupo principal com objetivo de organizar um grupo diferente e competente. Mas logo perceberia que precisava de apoio para conduzir o projeto. Buscava apresentar aos jovens o universo da dança e todas as questões que envolvem uma grande produção como figurino, cenário, som, trilha sonora, iluminação entre outros mecanismos de produção. E assim foi surgindo a sua equipe.

“Tento envolver o jovem de todas as formas até ele realmente se encontrar”.

O Projeto Arte Sem Fronteiras já existia há 11 anos, porém somente agora passa a existir de fato e de direito e está sendo regularizado para tornar-se uma instituição cultural. Isso só se tornou possíveis porque outras pessoas se associaram a Wilson com essa mesma motivação, de levar a dança aos jovens do mundo inteiro, se possível.

“Nossa missão e atender jovens em situação de vulnerabilidade Social e formar novos bailarinos proporcionando um conhecimento técnico, artístico e humano”.

Wilson Jr. nos revela que o Arte Sem fronteiras foi um projeto criado para os jovens, e a maior inspiração para sua criação foi São Marcelino Champagnat, fundador dos irmãos Maristas. Marcelino era homem simples de um coração imenso, e deixou um legado formidável. Hoje seu sonho está presente em 179 países com ações em prol da juventude. A instituição, seguindo o seu exemplo, atende crianças de 7 a 12 anos, jovens a partir de 13 anos e também pessoas em idade adulta e isto é algo completamente satisfatório.

NOVOS RUMOS DO INSTITUTO CULTURAL E EDUCACIONAL ARTE SEM FRONTEIRAS

“Temos a intenção de criar um curso técnico em arte, e levar esta formação para os mais distantes lugares, Amazonas ou até fora de Manaus e do Brasil”.

Hoje o Instituto Arte Sem Fronteiras já conta com grandes experiências fora de Manaus como Parintins, Codajás e outras cidades do interior, graças à dedicação e pesquisa que sempre são realizadas dentro da proposta da cultura popular.  As pesquisas se referem aos ritmos do carimbó, frevo, ciranda, boi Bumbá, gambá, xote Bragantino, Marabaixo entre outros. Espera-se com isso fomentar e fortalecer a cultura popular, mediante intercâmbios culturais, como por exemplo, a participação no Festival de Joinville desde 2018, quando levaram as crianças para participar ali as. Este ano irão os adultos para dançar naquele que é considerado o maior festival de dança do mundo, segundo o Guiness Book.

OS FRUTOS DE UM GRANDE TRABALHO

O trabalho do Arte Sem Fronteiras é de iniciação profissional. Muitos bailarinos já saíram do projeto e, hoje, seguem a profissão nas companhias estatais recebendo pelos seus trabalhos. O projeto tem bailarinos no CDA, Balé folclórico do Amazonas, em companhias do sul do país, especialmente de São Paulo, vivendo exclusivamente da sua arte.

A LUTA POR RECONHECIMENTO E UM ESPAÇO PRÓPRIO

 Atualmente a Instituição não tem espaço próprio e essa é a sua maior dificuldade, pois realiza as suas atividades em locais cedidos por parceiros, como a escola superior de saúde UEA, na Cachoeirinha, no Centro Cultural Povos da Amazônia e Empire States, onde 28 crianças são atendidas.

Apesar de todos os movimentos, o trabalho é de amor. Ninguém é remunerado pelo trabalho que realiza e o projeto sobrevive por meio de apoios e parcerias e convênios com empresas. O próprio Wilson Jr reserva uma parte do seu próprio salário para ajudar na causa.

Na instituição ninguém é excluído e atendemos inclusive cadeirantes. Ali as pessoas sempre encontram o seu lugar. No final, todos acabam entrando numa atmosfera harmônica, vestindo a camisa e reconhecendo que é uma grande honra e responsabilidade vestir a camisa da instituição. Talvez por causa desse carinho e envolvimento de todos muita gente que chega ao projeto com baixa auto-estima logo descobre a sua verdadeira essência e valor.

METAS PARA 2019

A meta atual da instituição, atualmente, é chegar até o festival de Joinville. Mas há gastos para a viagem. Toda a equipe está envolvida e ajudando com pode, como por exemplo, vendendo trufa e dindim para arrecadar fundos e contando com apoio nos familiares para chegar em Joinville. Este é o sonho de todos e estamos alegres em participar do evento mesmo sabendo de nossas grandes dificuldades.

Em novembro, as crianças do ARTE SEM FRONTEIRAS Junior vão para o festival de dança de Itajaí em Santa Catarina e será outra maratona, com certeza! Querem mesmo num futuro próximo poder mostrar a beleza e encanto da Amazônia em vários países.

Wilson Junior é atualmente membro do conselho internacional de festivais folclóricos o CIOFF.

SEJA PARCEIRO DO PROJETO

A instituição está aberta para parcerias. O contato com Wilson Jr pode ser feito pelos fones (92) 9 8130-6571 e (92) 9 8208-4956

Emails: 
wilsonjunior2000@hotmail.com
artesemfronteiras2000@gmail.com

PARA DOAR AO PROJETO

Caixa econômica federal
Agência:  3219
Operação:  013
Conta: 00010326-9
Wilson Tavares de Souza Júnior

(Mande o comprovante por e-mail para que possamos conhecê-lo e agradecê-lo, enviando para você convites especiais para nossos eventos e também entradas).

EQUIPE TÉCNICA DO ARTE SEM FRONTEIRAS

Diretor: Wilson Júnior
Vice: íris Lima
Tesoureiro: Sérgio Monteiro
1 secretário: Thaysson Castro
2 secretario: Everton Castro
Conselho fiscal: Dheyson Lima
Conselho fiscal: Jéssica moça

 

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