Rafaela Silva leva ouro no Pan e fatura título que faltava na carreira

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Com informações – Alexandre Garcia, do R7, em Lima, no Peru

A medalha dourada, conquistada após a final contra a dominicana Ana Rosa, completa a coleção da atleta, que já tinha um bronze e uma prata em Pans

Foto: Guadalupe Pardo/Reuters 

Campeã olímpica e mundial, a judoca Rafaela Silva, de 27 anos, conquistou nesta sexta-feira (9) a única medalha que faltava no currículo, o ouro dos Jogos Pan-Americanos na categoria para atletas até 57 kg.

A medalha dourada, conquistada após a final contra a dominicana Ana Rosa, completará a coleção de Rafaela, que já tem um bronze (Toronto 2015) e uma prata (Guadalajara 2011) na competição continental.

Ao sair da luta decisiva, Rafaela disse estar muito feliz com o desempenho dela na Lima 2019. “Estou trabalhando e agora preciso manter meu foco, porque isso aqui foi um caminho da minha preparação para o campeonato mundial”, afirmou.

No primeiro confronto do dia, Rafaela encarou a norte-americana Amelia Fulgentes. A judoca brasileira começou a luta mais agressiva e, ao tentar impedir as ações de Rafaela, Amelia foi logo punida com um shido. O cenário voltou a se repetir outras duas vezes e resultou na vitória da campeã olímpica por ippon.

– Ela é uma adversária com quem eu tomo um pouco mais de cuidado, porque poderia ser surpreendida durante a luta – avaliou a medalhista de ouro sobre a primeira e mais difícil luta dela.

O duelo seguinte de Rafaela, válido pela semifinal do torneio, foi disputado contra a cubana Anailys Dorvigny. Muito superior à adversária, a brasileira precisou de menos de dois minutos para projetar as costas da adversária no tatame, dar um ippon e carimbar a vaga na decisão.

Na final, Rafaela enfrentou a dominicana Ana Rosa, mesma adversária que bateu na semifinal do Campeonato Pan-Americano, em abril. Ao entrar no tatame, a campeã olímpica logo acertou a pegada e tentou projetar as costas da adversária no solo.

Em umas das tentativas, logo conquistou um wasari. Rafaela não se contentou com a vantagem no placar, seguiu firme no combate e logo deu um hippon na adversária para conquistar a medalha inédita na carreira.

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