Óleo derrama no Rio Negro e coloca a natureza em risco

Aproximadamente 24 mil litros de óleo foram lançados no Rio Negro na madrugada domingo (31). Uma carreta que transportava a emulsão asfáltica vazou após uma tentativa de furto ao tanque – que acabou despejando a substância tóxica. O caso aconteceu no bairro Santo Antônio, Zona Oeste de Manaus e foi confirmado por fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

De acordo como órgão, eram quatro carretas com tanques abastecidos que estavam estacionadas na entrada do porto de São Raimundo, na estrada Padre Agostinho Caballero Martin. Apenas uma delas foi alvo de uma tentativa frustrada de furto.

Os veículos armazenavam a substância chamada RRC2 que seria transportada até o município de Santarém, no estado do Pará. Durante a tentativa de furto de combustível em uma das carretas o material escorreu pela avenida e entrou em bueiro, desaguando no rio e tomando boa parte da margem do porto.

No dia 28 agosto de 2018 já havia acontecido um outro acidente com óleo derramado no rio Negro alcançou 5 km de extensão do porto da Ceasa até o Proama (leia a matéria aqui), ocasionado por embarcação do Grupo Chibatão, que causou vazamento após naufragar.

O que acontece quando ocorre vazamento de petróleo na água?

O vazamento de petróleo nos oceanos, rios, lagos e córregos é uma das principais preocupações dos ecologistas e biólogos. Tudo isso porque acidentes como este dão formação a grossas manchas na superfície da água, interferindo na passagem de luz, e consequentemente, na fotossíntese realizada pelas algas, que são alimentos de diversos animais aquáticos. A oxigenação dá água também fica comprometida, o que dificulta a respiração das espécies.

Quando esse tipo de vazamento acontece, as equipes de limpeza precisam, primeiramente, evitar que o óleo se espalhe entre os animais. No caso das aves, há riscos de morte por asfixia ou afogamento pois perdem a capacidade de bater as asas devido ao peso do óleo sobre as penas. Quando ainda é possível, equipes tentam salvá-los dando banhos com água morna e detergentes, medicando-os depois com uma aplicação de carvão ativado para diminuir a absorção de petróleo pelo organismo.

Não há salvação para os seres que vivem na areia ou que acabam ingerindo o produto. Peixes que se alimentam na superfície, insetos e toda sorte de seres vivos podem ser afetados em maior ou menor escala, inclusive seres humanos, caso se utilizem dessa água ou se alimentem dos animais que passaram por esse fenômeno.

Fonte:
www.G1.com
www.emtempo.com.br

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