Estudante brasileira ganha prêmio científico nos EUA e vai dar nome a asteroide

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Juliana Estradioto, estudante brasileira de 18 anos, foi premiada nos Estados Unidos na mais conceituada feira de ciência para pré-universitários do mundo, a Intel International Science and Engineering Fair (Isef). Ela conquistou o primeiro lugar na área de Ciência dos Materiais. Devido ao resultado, ela terá a chance de batizar um asteroide com seu nome (oportunidade oferecida a quem alcança as duas primeiras posições de cada categoria). 

A premiação da jovem aconteceu durante o evento que ocorreu em Phoenix, no Arizona. Quase dois mil estudantes de ensino médio de 80 países passaram pela feira. Natural de Osório (RS), cidade com cerca de 40 mil habitantes, Juliana é recém-formada no curso Técnico em Administração Integrado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). 

A estudante conquistou o prêmio internacional com uma pesquisa sobre o aproveitamento da casca de noz macadâmia para curativos de ferimentos da pele ou para embalagens. O material, biodegradável, substitui os sintéticos, como sacolas plásticas. O objetivo é desenvolver um produto sustentável, com custo baixo, produzido a partir de resíduos com destinação ao lixo. 

A ideia para a pesquisa sobre a casca de noz macadâmia surgiu de uma observação sobre o cotidiano. “Quando eu passeava com meu cachorro e recolhia as fezes com sacola plástica, percebia que não tinha destinação correta para o plástico contaminado”, revelou. “Depois, analisei todas as características do material, li alguns artigos que utilizam a membrana como se fosse uma veia artificial e peles artificiais. Ela está em vários locais da nossa indústria e está sendo pesquisada”, completou.

A casca de noz macadâmia é um resíduo da agroindústria. Para sua pesquisa,  Juliana trabalha a partir do material que iria para o lixo, que ela recebe como doação. Além do IFRS, o projeto contou com as participações do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos (ICTA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto Federal do Espírito Santo.

Juliana não irá somente batizar um asteroide, ela também recebeu um prêmio no valor de três mil dólares. Além dela, outros 28 jovens brasileiros participaram da edição da Isef deste ano. Ao todo,foram oito prêmios vencidos por estudantes do Brasil – o país mais premiado da América Latina e décimo na classificação final. 

Agora, Juliana pretende prosseguir a sua pesquisa sobre a membrana da macadâmia. “Quero continuar trabalhando com ciência pelo resto da vida”, afirmou. A jovem já ganhou mais de 40 prêmios científicos nacionais e internacionais, participou de feiras de ciência nos Estados Unidos e, após a conquista recente, está credenciada para acompanhar uma cerimônia do Prêmio Nobel, na Suécia.

Fonte: MEC/Brasil

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