Deixa o meu sax entrar: O que é bom o povo não esquece!

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Hit de Teixeira de manaus da década de 80 é escolhido como a música que é a Cara de Manaus

O CONCURSO MANAUS 350

O concurso on-line, promovido pela Rede Amazônica (Manaus 350), alusivo aos 350 anos da Cidade de Manaus, que busca identificar os símbolos e ícones de nossa cultura, escolheu a música “Deixa o meu sax entrar”, de autoria do artista amazonense Teixeira de Manaus, como a preferida entre os amazonenses e aquela que é “a cara de Manaus”. O concurso que já escolheu a fruta (tucumã) e o prato típico (tambaqui assado) como ícones da cidade ainda escolherá outros ícones e símbolos até o dia 24 de outubro quando a cidade completará 350 anos de existência.

A escolha da música que tem a “cara de Manaus” levou a uma das votações mais acirradas do concurso, pois concorreram com a música vencedora as composições “Cantos da Floresta”, de autoria de Celdo Braga e também a música “Banzeiro (chap, chap)”, do Grupo Raízes Caboclas, ambos considerados “hits” amazônicos.

O concurso fez os amazonenses “relembrarem” da sua identidade amazônica, que é muito rica culturalmente, pois assim como em outros estados, o Amazonas tem comidas típicas preferidas, frutas preferidas e personagens populares. Tem ainda festas de santos, moradias típicas, como as palafitas, e até a forma de pensar e falar é algo exclusivo, pois temos um sotaque característico .

Assim, o artista Teixeira de Manaus, um ícone da década de 80 e 90, teve mais um momento de glória em pleno século XXI, que é a prova de que o povo amazonense não o esqueceu. Por isso, para os mais novos que não tiveram o prazer de conhecerem a obra do artista em seus momentos áureos, o site os Tucumãs foi buscar algumas informações para homenageá-lo por essa brilhante vitória.

CONHEÇA O ARTISTA TEIXEIRA DE MANAUS

TEIXEIRA DE MANAUS, Cidadão amazonense, cujo nome de batismo é RUDEIMAR SOARES TEIXEIRA, nasceu na Costa do Catalão, filho de Raimundo (Juiz de Paz) e Theodósia (dona de casa), casado com dona Darcy Teixeira é pai de seis filhas. Entre as suas descendentes nenhuma, porém parece ter herdado a sua genialidade musical. Ele mesmo diz que “não tentou ensinar música pra elas”. Talvez porque, na época em que fazia suas andanças pelos beiradões amazônicos, a vida de músico não era nada fácil.

Infância escolar em Manaus (1953/1954)

Teixeira, ainda muito novo começou a se interessar por música desde o tempo em que esteve interno em um colégio particular, a Escola Progresso. Aos nove anos de idade começou a tocar cavaquinho, que foi seu primeiro instrumento. Autodidata, logo aprendeu tocar vários outros instrumentos, como teclado, violão, guitarra e saxofone.

Bastante precoce, o jovem Teixeira começou a tocar sax profissionalmente aos dezesseis anos, após receber um convite pra se apresentar no carnaval em um caminhão de som, pra um clube local.

Aos 16 anos

O NOME ARTÍSTICO

O nome Teixeira de Manaus surgiu em 1980, com um convite do paraense Pinduca para gravar um disco em parceria. Nas apresentações e durante as gravações as pessoas não falavam muito o seu primeiro nome, pois achavam difícil pronunciar “Rudeimar”e passaram a chamá-lo aprenas pelo sobrenome “Teixeira”. Quando o viam tocar a sua música tão envolvente logo queriam saber –“De onde é esse tal Teixeira?” E alguém sempre respondia: “É lá de Manaus!” E rapidamente passaram a chama-lo Teixeira de Manaus pois pareceu um nome com boa sonoridade.

 QUEM TEIXEIRA DE MANAUS ESCOLHEU COMO SEU PÚBLICO PREFERIDO

O seu público preferido é o povão menos favorecido, as pessoas simples do interior. Ele fala por meio do saxofone uma “linguagem” que eles entendem. Ainda hoje, onde o artista chega é sempre uma alegre festa.

Domingos Lima e seu Conjunto. Teixeira de Manaus apoiado ao sax tenor.
Fonte: Acervo Pessoal

Em suas andanças artísticas Teixeira de Manaus já visitou quase todas as cidades do Estado do Amazonas. Conheceu também uma boa parte do nordeste brasileiro, além de grandes cidades do sudeste como São Paulo e Rio de Janeiro.

O Artista já recebeu até “Disco de Ouro” pelo volume de vendas de seus discos. E entre muitas homenagens que recebeu ao longo da sua carreira já teve até festival de Jazz que lembrou da sua obra, e a mais recente foi a vitória no concurso Manaus 350, organizado pela Rede Amazônica, quando respondendo à indagação  – Que música que é a cara de Manaus? o povo amazonense escolheu a sua composição “Deixa o meu sax entrar”.

O artista em família (de camisa branca e chapéu, ao centro)

A composição vencedora é um de seus maiores “hits”, pois juntamente com “Lambada para Dançar” tocavam diariamente em todas as rádios do norte e nordeste do Brasil entre os anos de 1982 a 1985.  Apesar do sucesso, o artista recebeu com surpresa e alegria o resultado da música que é a cara de Manaus. “Eu não esperava!”, disse ele, “mas estou muito satisfeito com o resultado”, completou.

HOMENAGEM NO VII FESTIVAL DE JAZZ (2012)

Artista nato, hoje vive buscando sempre se reinventar, faz artesanato e continua compondo muitas músicas. Não faz mais shows e não reeditou a sua obra. O seu trabalho só pode ser encontrado em sites de downloads.

O Artista, por fim, agradece ao seu público fiel que depois de tanto tempo não o esqueceu. Agradece aos fãs, família e ao público pelas homenagens.

Foto recente

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