Conselho Fiscal do Santos relata déficit de R$ 18 milhões e aumento da folha no 1º trimestre

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Com informações da GAZETA ESPORTIVA – Lucas Musetti Perazolli – Santos, SP

Foto: Ivan Storti/SFC

O Conselho Fiscal do Santos apontou, em relatório, déficit de cerca de R$ 18 milhões no primeiro trimestre deste ano. A previsão era de lucro de R$ 13,5 mi.

Sem a contabilização da venda de Rodrygo para o Real Madrid – a ser aferida apenas no terceiro trimestre, o Peixe só teve lucro considerável na venda de Bruno Henrique ao Flamengo, por R$ 24 milhões. O Alvinegro tinha R$ 73 milhões orçados para receitas e acabou com R$ 60 mi.

O CF ainda revelou o gasto de R$ 4,7 milhões só em intermediações com reforços: R$ 280 mil para Jorge, R$ 336 mil com Felipe Jonatan, R$ 63 mil com Alan Cardoso, R$ 120 mil com Jean Lucas, R$ 650 mil com Everson, R$ 400 mil com Felipe Aguilar, R$ 1,5 milhão com Soteldo e R$ 1,3 milhão por Sampaoli.

O Conselho Fiscal também falou sobre a preocupação com a folha salarial do Alvinegro. No primeiro trimestre de 2018, o órgão reclamou dos R$ 9,5 milhões mensais. O custo chegou a R$ 13,6 milhões em 2019.

– O que já apontávamos como preocupante piorou, pois para a realidade do clube a folha de pagamento deveria girar em torno de R$ 8 milhões, praticamente metade do que se pratica hoje (…) A busca por uma equipe competitiva ou a ida ao mercado para atender pedidos da comissão técnica está atingindo níveis que, salvo melhor juízo da nossa parte, fogem do limite seguro da racionalidade, correndo, de forma irrefreável, em direção à total responsabilidade – diz trecho do relatório.

Procurada, a diretoria do Santos não respondeu ao Conselho Fiscal até a publicação desta matéria.

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