As barracas foram distanciadas umas das outras, com todos os permissionários fazendo uso de máscaras, além de disponibilizarem álcool em gel aos clientes, em local visível e de fácil acesso. Já as barracas que vendem alimentos atenderam somente com 50% de mesas e cadeiras. Também foi recomendado para que o público em geral utilizasse máscaras para a visitação.

O coordenador institucional da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), José Assis, informa que para essa e outras feiras que estão retomando as atividades, a Semacc sempre segue um protocolo de recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de recomendar para o público em geral.

“Essa feirinha já faz parte do cotidiano do povo manauara e para ela fizemos a mesma recomendação. A determinação do prefeito Arthur Virgílio Neto é para que tomássemos todos os cuidados com os protocolos de saúde e segurança. Hoje nós temos aqui todo o efetivo da prefeitura, com a Guarda Municipal, fiscais da Semacc, além da coordenação da feira, trabalhando em conjunto para que o bem-estar da população seja respeitado”, disse.

Realizada pela Associação da Feira Municipal de Artesanato, Trabalhos Manuais e Produtos do Amazonas dos Artesãos Expositores (AFMAPAEER) há 20 anos, a feira conta com sete setores de venda de produtos, além da praça de alimentação, e desde produtos regionais, livros, roupas, calçados, artesanatos, plantas e demais itens.

“Depois de três meses parados, hoje estamos em festa com esse retorno. Agradecemos a Semacc, a guarda municipal e demais órgãos que estão nos dando apoio nesse momento. Esse retorno é maravilhoso, pois muita gente completa a renda e outros vivem só do faturamento de domingo. Sem contar que a avenida Eduardo Ribeiro é uma vitrine para negócios e bastante rentável para essas famílias”, destacou o presidente da AFMAPAEER, Wigson Azevêdo.

Proprietária da “Iburu: sabor amazônico”, a comerciante Marluce Braz Sena informa que trabalha há mais de dois anos na feira com a venda de licores, geleias e balas, todos com sabores amazônicos. “Precisamos no adaptar a essa nova realidade, mas a expectativa está sendo uma das melhores. Coloquei álcool em gel tanto na lateral como na frente da barraca para o cliente não ter desculpa de não passar. E ainda lembramos aqueles que esquecem. Convidamos a todos para que visitem, mas fazendo o uso da máscara e álcool em gel”, complementou.

Opção de lazer

Frequentadora assídua da feira há 20 anos, Gisella Vieira Braga, de 36 anos, conta que o lugar é o seu ponto preferido da cidade e que durante a pandemia foi o que mais sentiu falta.

“Eu estava com muita saudade dos produtos, da comida, do clima, do povo. Eu amo esse lugar. Eu e o meu marido gostamos de vir por causa do café regional, mas também gosto muito de comprar licor e geleias regionais, plantas e artesanato. Percebi que aqui as barracas estão distantes, houve uma redução para não haver aglomeração. Gostei que todos os atendentes estão usando máscara e álcool em gel em todas as mesas”, diz Gisella que frequenta a feira todos os meses, desde o ano 2000.

 Acompanhado de uma amiga, Sidomar Reis, 26 anos, morador do Centro da cidade, é outro frequentador comum da feira. “Quando soube que iria retornar, eu achei interessante pesquisar algumas coisas que estavam faltando em casa como: plantas, areia e adubo. Aqui era um local onde sempre tinha para comprar. Em um período comum, antes da pandemia, eu e alguns amigos do prédio tomávamos café da manhã por aqui todo domingo até o horário do almoço”, disse.

Texto – Thaís Waughan / Semcom
Fotos – Ione Moreno / Semcom